sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Você

Você é a minha fraqueza
Você é o meu maior erro
Você é essa ponta de tristeza
Que me assalta quando estou só
Você é o companheiro da minha solidão
Você é todo esse sorriso forçado dos últimos dias
Quando todos exigem de mim alegria
força, vigor, energia, 
Você é toda a minha dor

P.S:Eu amei você, do meu jeito, mas amei



 

domingo, 25 de outubro de 2009

"Longe de ti tudo parou ninguém sabe o que eu sofri" Ninguém sabe...

Oceano
Djavan

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?Que solidão!
Esquecera de mim?

Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...

Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...

Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...

Só sei viver
Se for por você!
x

Boca, beijo, amor desejo,
você, você,
Pensamento buscando não sei o quê
sabendo onde encontrar
você, você
Soando a melodia, as notas da canção
buscando rimas perfeitas pro coração
você, você
Então me tragam o que me falta
Procurem por mim, que já nem sei
você, você
Perdido, eu encontrei
agora em mim
eu sei
você, você e você

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ai Denguinho

Ai, Denguinho, se soubesses o bem que te quero, Denguinho

Ai, Denguinho, se soubesses o bem que te quero

não faria essa cara quando me vê passar

Ai, Denguinho, se soubesses quantas vezes sonhei, Denguinho

minha boca em tua boca, meu abraço em teu abraço

minha mão em teu peito repousar

Ai, Denguinho, se soubesses quanto carinho guardado, Denguinho

esperando pra te entregar

Ai, Denguinho, e no peito calado, o desejo, o segredo que eu tanto quis confessar

E se soubesses Denguinho, que te guardei aqui dentro

pra ninguém não mais achar,

te procuraram tanto Denguinho, em meio às minhas coisas, no meu sorriso,

mas escondí-te no olhar

E ah Denguinho, se soubesses que no mundo inteiro ninguém se compara a Ti


Você é a coisa mais linda que existe, Denguinho

Você, Denguinho, é tudo pra mim.


Inspiração:

Dindi

Tom Jobim

Composição: Antonio Carlos Jobim, Aloysio de Oliveira, Ray Gilbert

Céu, tão grande é o céu

E bandos de nuvens que passam ligeiras

Prá onde elas vão, ah, eu não sei, não sei

E o vento que toca nas folhas

Contando as histórias que são de ninguém

Mas que são minhas e de você também

Ai, Dindí

Se soubesses o bem que eu te quero

O mundo seria, Dindí, tudo, Dindí, lindo, Dindí

Ai, Dindí

Se um dia você for embora me leva contigo, Dindí

Olha, Dindí, fica, Dindí

E as águas desse rio

Onde vão, eu não sei

A minha vida inteira, esperei, esperei por vo...cê, Dindí

Que é a coisa mais linda que existe

É você não existe, Dindí

* Você... vai muito mais além do que eu... não consigo pensar em nada agora, na verdade eu nem penso que pensar é ruim agora, só me desculpe qualquer coisa, qualquer dia a gente...sei lá pode ser amigo de verdade, e... eu me preocupo com você, eu espero que tudo esteja bem e parabéns por ser essa pessoa que não existe!!!

domingo, 27 de setembro de 2009

O encontro


Ela espera por ele
Quietinha a noite toda
Todos a admiram
É bonita, às vezes faceira
Fica lá em total solidão
Tão bonita, em algumas noites tão fogosa
Seu brilho encanta
Alguns têm até inveja
Outros vão até a  janela
Só para vê-la passar
E ela cintila no céu,
Nunca opaca,
Nela existe a juventude e a graça
Ela é feminina, termina com a
E na dura espera ela vê
Os amantes, velhos e infantes
As saias das moças
As mãos bobas dos rapazes
O amor a rodopiar
Continua a espera
Ela vê a violência
O terror da noite
As lágrimas, que sob açoites
Rostos juvenis vêm molhar
Ela vê a jovem que chora
A porta do bar que fecha
E o bebum que ainda ficou lá
Ela vê o medo, a tristeza,
a solidão
Ela vê a malícia do ladrão
Ela vê as risadas, os gritos,
os barulhos, latidos,
as sirenes, grunhidos
E de repente ela olha
Já tão cansada ela vê
É ele que se aproxima
Vem sorrateiro, pungente
Como sempre é
Cheio de si, de orgulho
Dono graça, do mundo
Vem de mansinho fazendo carinho
Esquentando o ar
Ela sente o calor
Porque é assim todo amor
Quente, senão não vale a dor de esperar
E ele se aproxima
Sabe que não pode tocá-la
Mas sabe contemplá-la
Pois o encanto pode acabar
Trocam apenas olhares
O calor de suas brasas
Roça a frieza da bela
E ela sai, vai embora
Como sempre fez
Até o outro dia
Quando mais uma vez
Ela vai lhe esperar
Bonita e prateada
No céu a brilhar
A linda lua a espera do seu amado sol
Em qual eclipse irão se encontrar?”















domingo, 20 de setembro de 2009

E eu que achava que sabia o que era amor

"Não se pode nem se deve confundir amor com paixão.


A paixão, ainda que agradável e importante, é momentânea, é apenas um aspecto do amor.


A paixão é uma centelha; não a transforme em fogo.


O amor é uma chama continuamente alimentada.


A paixão é passageira, tende a acabar.


O amor é duradouro e perene.


Na paixão o outro torna-se uma obsessão, sem o qual a vida parece acabar.


No amor o outro está sempre presente, mesmo que se encontre fisicamente distante.


Na paixão perde-se a dimensão da realidade, que é alterada, exaltada.


No amor a realidade torna-se parte integrante do próprio relacionamento, fortifica-o, torna-o seguro e sólido.


A paixão leva à dependência.


O amor mantém a autonomia.


Na paixão o êxtase só acontece em relação ao companheiro.


No amor a alegria é uma constante.


Na paixão iludimo-nos, achando que estamos crescendo.


No amor o crescimento constitui a própria essência do relacionamento.


Na paixão é exaltada a parte neurótica que todos nós possuimos, alguns mais, outros menos.


No amor ela é reduzida, combatida, eliminada.


Na paixão não se admite o limite.


No amor ele é procurado, reconhecido, aceito.


Na paixão a razão fica inativa.


No amor ela está sempre presente como um pano de fundo.


A paixão é exclusivista.


O amor é generoso.


A paixão é posse.


O amor é dom.


A paixão é um sentimento que leva a simbiose, à fusão.


O amor é um relacionamento que permite contínuas escolhas.


A paixão se ressente com as dúvidas, com os questionamentos.


O amor se fortifica com eles.


A paixão consiste, essencialmente, em sensações.


O amor, além delas, inclui a dimensão espiritual.


A paixão é desejo.


O amor é desejo, sustentado pela vontade, pela perseverança.


A paixão quer tudo e imediatamente.


O amor privilegia a paciência.


A paixão, por sua natureza, é superficial.


O amor jamais pode ser superficial.


A paixão se insere na lógica do consumo.


O amor, na lógica da consciência responsável.


O sofrimento mata a paixão.


O amor o supõe.


Na paixão as duas partes se anulam.


No amor, conjugam as forças, e as multiplicam.


É fácil viver uma paixão, mas ela esvazia o ser humano.


Viver o amor é difícil, mas ele plenifica."


VALÉRIO ALBISETTI




É por isso que se diz:





"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.


E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.


E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.


O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,


não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;


não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;


tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.


O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;


porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;


mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.


Quando eu era menino, pensava como menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.


Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.


Agora, pois, permanecem estes três, a fé, a esperança, o amor; mas o maior destes é o amor.


I Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 13:1-13.

sábado, 20 de junho de 2009

Pra quê definir amor?

Amor não tem cor, não tem forma, não tem palavra que defina, é um "bem querer" que se acostuma. É um pensamento certo, insistente, latente, aqui dentro da cachola da gente, que se joga dum lado pro outro, que não descansa enquanto não vê a pessoa amada, e que às vezes dá raiva, raiva de querer tanto bem, raiva de ver o sorriso e não saber de onde vem, que o sorriso é na verdade a falta de alguém. Amor às vezes é cego, é burro, é covarde, é teimoso, é retardado mesmo, míope, e na miopia se acha o mais esquecido, o mais sofrido, o mais desprezado. Mas amor só quer tá junto e ter certeza, ele vai ali, dá uma volta, procurando, sabendo onde está, se mordendo pra não ceder, pra não se entregar, até que ele vai preenchendo, querendo ficar, arrumando mil desculpas, e vai preenchendo seu tempo, seu espaço, seu pensamento. E às vezes conta vantagem, perde a linha, fala bobagem, e acha que tá abafando, ta se enrolando todo, ta complicando o fácil, ta só complicando... meu Deus, é doido o amor. Sabe por que? Porque o amor se arruma todo, olha no espelho e diz: ah se ela me visse assim ó, porque o amor diz assim pra mim: ah quem me dera vê-lo sentado ali ó, bem ali naquele sofá. Porque o amor já não esconde o sorriso, fica sem vergonha, fica assim metido, todo convencido, chama a gente de burro, só porque a gente diz que não entende. Aí a gente compreende que burro a gente pode até ser, mas besta não dá pra ficar sendo não. Mas amor é assim mesmo, às vezes até mente, vai pra lá amor doido amor. E amor quer ser dono, dono do corpo, da alma, dono do olhar da gente. Se a gente vira de lado, ta lá o amor, fiscalizando, se metendo, investigando, e aí você pergunta o que será que foi dessa vez, se faz ou fala besteira ta lá ele acusando, censurando, metido amor, deixa eu viver minha vida, deixa eu falar alto, dar minhas risadas, falar minhas palavras erradas, escrevê-las também. Deixa eu me virar, procurar por mim mesmo, sair dando meus pulos. Porque no final o amor só quer é o carinho do seu bem. Eu também só quero o seu bem, e quem dera o seu bem fosse eu também.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Apenas Mais Uma De Amor

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta


Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber